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Luciano Pires -

Pronto. Agora são os paraguaios que vão enfiar as mãos em nossos bolsos, cobrando mais caro pela energia de Itaipu. Você não acha estranha a complacência com que Lula e seus companheiros tratam nossos vizinhos? Sempre que entramos numa pendenga com algum “hermano” a sensação é a de que o Brasil acaba cedendo. Não existe confronto.
E a explicação está sempre na ponta da língua: estamos resolvendo com negociações, nos damos bem com todo mundo, eles são pobrinhos e temos que ajudar etc etc etc.
Uma vez ouvi uma definição que se aplica ao caso: O Mercosul é um jantar entre amigos onde a Argentina escolhe a comida e o Brasil paga a conta.
Pois concluí uma coisa curiosa. Lula, Marco Aurélio Garcia, Celso Amorim, Tarso Genro, Dilma e outros caciques petistas, neopetistas, protopetistas e broncopetistas assumiram o poder na maior nação capitalista da América do Sul. Esses senhores foram educados pela velha cartilha socialista que demoniza os capitalistas, principalmente os Estados Unidos. Chamam os EUA de imperialistas. Dizem que qualquer movimento que os estadunidenses fizerem tem o objetivo de tomar as riquezas de outros países. Culpam o capitalismo pelo efeito estufa. Pela invasão de países indefesos. Pelas crises econômicas globais. Pela pobreza cultural. Pela fome no mundo. Não foi Lula quem outro dia passou um pito em George Bush, mandando que ele ficasse com sua crise por lá?
O discurso esquerdista desses senhores – que jamais abriram mão de desfrutar dos bens materiais do capitalismo  – é manjado, repleto de clichês, envelhecido e apoiado em valores morais discutíveis, para dizer o mínimo.


Pois bem.


Outro dia eu me queixava para um de meus colegas das dificuldades que nós, brasileiros, encontramos quando vamos a reuniões nos Estados Unidos. A turma de lá sofre de “globalpia”, uma espécie de hipermetropia que faz com que só enxerguem de longe, sem conseguir ver detalhes. Acham-se os mais eficientes, os mais evoluídos, os mais inteligentes, os mais. E até entendo suas razões para pensar assim.
Toda vez que apresento nossos trabalhos naquelas reuniões, sinto-me como um índio botocudo diante dos MBAs de Harvard. Quando termino a apresentação já sei o que ouvirei:
– Good job Luciano! We are impressed!
Volto a meu lugar satisfeito com o elogio e a vida continua. Como antes. As nossas geniais idéias são esquecidas, as melhores práticas esnobadas e, por mais brilhantes que sejam nossas soluções, jamais são aplicadas. Afinal, o que é que um ianomani pode acrescentar ao “bizines”?
E então meu colega provocou:
– E se fosse uma reunião no Brasil e um boliviano ou paraguaio começasse a apresentar idéias brilhantes? Como é que nós reagiríamos?
– Elogiaríamos o índio e voltaríamos para nossas soluções sérias e geniais. Exatamente como os estadunidenses fazem conosco…
– Somos os imperialistas da América do Sul!


Pois é…
Os socialistassauros da turma do Lula sabem que nas reuniões com nossos vizinhos serão vistos como a elite burguesa, capitalista e exploradora. Sabem que todas suas atitudes serão recebidas como truques para tomar o gás, o petróleo, a energia, a terra, os alimentos e o dinheiro dos “pobres proletários explorados”…
Para os velhos esquerdistas a verdadeira herança maldita é o rótulo de capitalista. De imperialista.
Daí uma das possíveis explicações para a generosidade com os vizinhos: é para aliviar o sentimento de culpa.
Inauguramos o “capitalismo com remorso”.


Tinha que ser aqui…