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Videocast Nakata T02 10
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Trivium: Capítulo 3 – Morfologia Sincategoremática (parte 6)
Alexandre Gomes
A MORFOLOGIA SINCATEGOREMÁTICA se refere a PALAVRAS que só tem significado quando associadas a outras PALAVRAS.   Bom, se tais palavras se referente a outras palavras, então as funções delas ...

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Vilmoteca
Chiquinho Rodrigues
Ser músico e ter viajado por esse imenso Brasil são dádivas que agradeço todo dia ao Papai do Céu! Ter colecionado experiências e conhecido os mais variados tipos de malucos acabaram fazendo de ...

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Trivium: Capítulo 3 – Palavras Atributivas: verbos, advérbios e adjetivos (parte 5)
Alexandre Gomes
Continuando a tratar de VERBOS, irei expor agora sobre as classes de verbos:   TRANSITIVOS: aqueles que expressam uma ação que começa no sujeito (agente) e “vai até” (trans + ire) o objeto ...

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Sem enredo
Chiquinho Rodrigues
Ainda bem que o U2 pegou um avião e foi pra puta-que-pariu! Eu já não aguentava mais, cara! Te juro que se eu visse o Bono Vox mais uma vez no Jornal Nacional ou na droga de um palanque qualquer ...

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Cafezinho 228 – O medo permanente
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Enquanto destruíam nosso sistema de justiça criminal ...

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Cafezinho 227 – Paralisia por análise
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A falta de experiência e repertório dessa moçada ...

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Cafezinho 226 – O MCSC
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Um movimento que independe de partidos, de políticos, ...

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Cafezinho 225 – O Meu Everest
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Nos livros, isso tem o nome de planejamento estratégico.

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A guerra dos asnos

A guerra dos asnos

Luciano Pires -

Coloquei no ar dois podcasts tratando de violência urbana, mais especificamente sobre a maioridade penal, como parte de uma série de quatro programas. Já antevendo a reação às minhas opiniões que são a favor da redução da maioridade penal, entre outras medidas, no final do primeiro programa, Bandido Bom é Bandido… (que você pode ouvir aqui: http://bit.ly/15E0ihy) eu disse assim:

“Que tal escrever na área de comentários suas sugestões? Resista à tentação de me xingar de ignorante ou reacionário. Em vez disso tente colocar argumentos e alternativas para enfrentar a crise. Não xingue, argumente. Eu sei que é difícil, mas só assim o mundo anda.”

Pois bem. O primeiro comentário que recebi, minutos depois de publicar o programa, veio pelo Facebook: “Reacionário”. E em seguida outro comentário, elaborado, reunindo uma série de argumentos para me chamar de reacionário… Nenhuma sugestão diferente, nenhuma contestação à argumentação, nenhuma alternativa, apenas a tentativa de me desqualificar: sou reacionário, portanto minhas ideias não podem ser consideradas, não tem mérito, são o atraso.

Essa é a grande herança invisível do governo “progressista” que tomou o estado de assalto no começo do milênio: não existe mais troca de ideias, existe o confronto. Sou seu inimigo, pois sou branco, você é negro. Sou índio, você é “civilizado”. Sou cristão, você é ateu. Sou hetero, você é homo. Sou ignorante, você é letrado. Sou rico, você é pobre. Sou homem, você é mulher. Sou gordo, você é magro. Sou contra, você é a favor.

A nação da intolerância com quem pensa diferente.

Estamos sendo treinados a julgar e condenar com base na interpretação imediatista dos argumentos de quem pensa diferente da gente. Sem mergulhar fundo, sem buscar compreender os valores e convicções dos outros. Me espanta a virulência dos ataques de quem, até eu manifestar uma opinião contrária, me admirava.

“Pô, acho esse cara aparentemente inteligente, articulado! Como é que pode pensar o oposto do que eu penso?”. Isso provoca um conflito, até por abalar as crenças da pessoa, o que é um perigo! E a reação vem como pode: a maioria com agressividade. Quem tem o foco permanentemente na intolerância com a diferença, sente medo e sensação de perigo, e então se junta a quem pensa parecido e… ataca. Se possível para exterminar a ameaça.

Bertand Russel dizia que “O medo coletivo estimula o instinto de manada, e tende a produzir a ferocidade contra aqueles que são considerados não membros do grupo.” Isso é absolutamente normal, previsível, no contexto do Game Of Thrones, MMA e outros exemplos de confronto físico para se sobrepor ao inimigo. Mas no campo das ideias, é apenas burrice.

Não quero que você concorde comigo. Não quero seguidores. Não quero os “sim senhor”. Quero gente que se importe, que pense e que contribua para me ajudar a sair da ignorância. E isso não se faz na porrada, no xingamento, no conflito.

Uma nação movida pelo confronto só tem olhos para a guerra.

Uma guerra de asnos.

Luciano Pires