Artigos Café Brasil
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Uma reunião para ser objeto de estudo em qualquer aula ...

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#TransgressaoEhIsso
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Transgredir é muito mais que pintar o rosto, urinar na ...

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Vem aí o Cafezinho
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Nasce nesta segunda, 4/9 o CAFEZINHO, podcast ...

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Preocupados demais com a educação de nossos filhos, ...

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O programa de hoje é uma homenagem a uns amigos ...

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589 – A cultura da reclamação
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Confraria Café Brasil
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Engraçada essa tal “tolerância” que pregam por aí, por dois simples motivos: 1) é de mão única e 2) pretende tolher até o pensamento do indivíduo. Exagero? Não mesmo. Antes que algum ...

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Ensaio sobre a amizade
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Um reino que sente orgulho de seus líderes  Victoria e Abdul   Uma vez mais, num curto espaço de tempo, o cinema nos brinda com um filme baseado na história de uma destacada liderança britânica. ...

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O que aprendi com o câncer
Mauro Segura
Transformação
Esse é o texto mais importante que escrevi na vida. Na ponta da caneta havia um coração batendo forte. Todo o resto perto a importância perto do que vivemos ao longo desse ano.

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Cafezinho 27 – Planos ou esperanças
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Tem gente que, em vez de planos, só tem esperança.

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O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar e ...

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Cafezinho 24 – Não brinco mais
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Pensei em não assistir mais, até perceber que só quem ...

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A ética da corrupção

A ética da corrupção

Luciano Pires -

– Pô, Luciano, mas corrupção tem ética?

Claro que tem! Até os traficantes que incendeiam pessoas têm sua ética. A corrupção também tem. Para que ela, a corrupção, funcione, é preciso tomar alguns cuidados, por exemplo:

– Envolver pouca gente no esquema. Quanto mais gente envolvida, maior o risco de que alguém acabe dando com a língua nos dentes. Basta se sentir preterido, traído ou abandonado. Menos gente, menos risco.

– Não conte pra ninguém. Nada de demonstrações de riqueza, de contar vantagem, de exibicionismo. Sempre há algum curioso que vai querer saber como é que você conseguiu essa grana toda.

– Seja legal. Não seja truculento, violento, agressivo, mal educado. Há uma frase que adoro, que diz: aqueles que o temem na sua presença, o odeiam na sua ausência. Na primeira oportunidade vão puxar o tapete! Trate todo mundo bem, seja o sujeito legal.

– Varie os caminhos. Cuidado com os processos muito antigos que, embora funcionem direito, vão assumindo vícios. É conveniente sempre reavaliar os sistemas e processos de roubo, aperfeiçoá-los.

– Mantenha a legalidade em alguns pontos. Por exemplo, se for depositar dinheiro roubado em sua conta, use alguma triangulação, um laranja, uma lavandeira. Quando alguém suspeitar, você repete sem parar: todos os depósitos foram legais. E se perguntarem a origem do dinheiro você diz que isso é problema de quem depositou na sua conta, que você não sabia de nada.

– Pague impostos. Use um pouco do produto do roubo para deixar o leão manso e não desconfiado. E você ainda pode posar de bom cidadão!

– Esquente o dinheiro com coisas nobres. Seja um mecenas, ajude as artes, seja filantrópico, ajude entidades e pessoas necessitadas. Faça como Pablo Escobar, construa uma creche, um campo de futebol ou uma ala do hospital. De novo: no dia que você for preso, dirão: puxa, mas ele é um bom cidadão.

– Não perca a perspectiva. Você está agindo contra a lei, por mais rico, poderoso que se torne, continuará sendo um rato. Se alguém descobrir, você vai ter problemas. Ninguém fica honesto só por ter dinheiro.

– Bote tudo, propriedades, carros, barcos, aviões, em nome de terceiros. Mas cuidado. Aí você cai no item um…

– E se você tem influência política, dê pão ao povo. Muito pão. Faça com que se sintam satisfeitos, assim ninguém vai prestar atenção nos desvios.

– Bem, isso tudo são dicas operacionais do Manual do Bom Corrupto. Ainda não vi a “ética”, Luciano.

Lá vai:

– Não seja guloso. Se você abre a geladeira e come todo o queijo do seu colega, ele saberá disso imediatamente ao notar a ausência do queijo. O truque é comer aos pouquinhos. Uma fatiazinha aqui, outra depois… e ele nem percebe que mais alguém está usufruindo do queijo. A ganância é mortífera para o corrupto.

Entendeu agora? O que aconteceu no Brasil nos últimos anos foi a quebra do código de ética da corrupção. Roubaram demais, além da conta. Roubaram de porta aberta. Envolveram gente demais nos esquemas. Deixaram milhares de pontas soltas. Mostraram sinais de riqueza. Roubaram mesmo quando faltou pão. E se sentiram acima do bem e do mal.

Sujaram tudo. E agora o Moro está tentando limpar.

Mas ele precisa de ajuda.