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Confraria Café Brasil
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Trivium: Capítulo 3 – Função da Gramática (parte 7)
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O chamado da tribo
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O chamado da tribo Grandes pensadores para o nosso tempo “O liberalismo é inseparável do sistema democrático como regime civil de poderes independentes, liberdades públicas, pluralismo político, ...

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A chave de fenda
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Toninho Macedo era um daqueles músicos de fim de semana. Amava música e tocava seu cavaquinho “de brincadeira” (como ele dizia) aos sábados e domingos em uma banda de pagode ali do bairro onde ...

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Trivium: Capítulo 3 – Morfologia Sincategoremática (parte 6)
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A MORFOLOGIA SINCATEGOREMÁTICA se refere a PALAVRAS que só tem significado quando associadas a outras PALAVRAS.   Bom, se tais palavras se referente a outras palavras, então as funções delas ...

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Cafezinho 231 – A frouxidão nossa de cada dia
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Cafezinho 230 – Onde começam as grandes causas
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Você tem a força. Mas antes de colocá-la nas grandes ...

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Cafezinho 228 – O medo permanente
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A Estratégia Bin Laden

A Estratégia Bin Laden

Luciano Pires -

A ESTRATÉGIA BIN LADEN

Osama Bin Laden talvez seja quem melhor usou a arma mais eficiente deste milêni a mídia. Numa avaliação rasteira, eu diria que os aviões atingindo as torres gêmeas foram apenas 40% do evento. Os outros 60% ficaram por conta da mídia. Você contou quantas vezes viu a cena dos aviões chocando-se com as torres? Foram meses e meses de repetição, elevando o impacto do atentado a níveis impensáveis. As torres não caíram em Nova Iorque. Caíram na sala da minha casa…
Pois acabamos de ter uma amostra de até onde a mídia pode ser usada pelo terror. No caso, foi o PCC com aquela série de ataques na cidade de São Paulo. Os ataques foram 40% do evento. Os outros 60% ficaram com a mídia, que ampliou o alcance do problema para nível planetário. As emissoras de televisão e de rádio mais importantes passaram o dia e a noite cobrindo os atentados, atualizando a cada segundo o número de mortos e de ônibus queimados e jogando na sala de minha casa a viúva, o órfão e os corpos dos policiais mortos.
São Paulo viveu um apagão.
Mas desta vez não foi um apagão de energia. Foi um apagão de racionalidade, uma demonstração de que não temos planos de contingência para coisa alguma neste país de administradores amadores.
Já pensou no dia em que um furacão passar por aqui? No dia em que um terremoto acontecer? No dia em que uma praga nos atingir? Vai ser um Deus nos acuda… Afinal, estamos ocupados demais trabalhando, fazendo “política” ou brincando de administrar, para gastar tempo elaborando planos para lidar com catástrofes ou situações de pânico. Mal e mal conduzimos nosso dia a dia rotineiro e nossos planinhos de curto prazo… Vivemos em sociedade como amadores. E na semana passada, tivemos a prova disso. Para os profissionais, nada do que ocorreu foi imprevisível. Nada do que ocorreu foi inevitável. Nada foi surpresa. Só os amadores ficaram perplexos. 
E o PCC mostrou que é profissional. Aprendeu a usar a estratégia Bin Laden. E a mídia não se importa em ser usada, desde que tenha as melhores imagens e os melhores dramas. Desde que consiga a audiência. E nesse processo comercial, valores morais são detalhes… Nada de novo, afinal cabe à mídia informar, não é?
Mas sabe o que me incomoda? É a repetição insana daquele zoom no olho da viúva, esperando uma lágrima. É a música de fundo durante as imagens do enterro. É a montagem de imagens sobrepondo o ônibus queimado com o corpo no chão, a vidraça estilhaçada com o transeunte desesperado, a poça de sangue com os presos no telhado… Tudo editado num ritmo de filme de ação. O vídeo clipe do terror. A notícia transformada em espetáculo.
Expostos às técnicas de cinema da mídia, em especial a televisiva, reagimos com mais emoção do que razão.
Do jeitinho que Bin Laden quer.
A mídia tem que informar. Nós precisamos saber. Mas uma perguntinha me incomoda…
Ter a mídia a serviço dos bandidos é inteligente?
Ou será burrice?