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Luciano Pires -

Quando deixei a Dana, empresa onde trabalhei por 26 anos, para dedicar-me a projetos de internet, radio, palestras e edição de livros, mergulhei no mundo dos empreendedores. Escrevi na época um texto chamado “Sobre Canários e Sabiás” onde eu comparava a segurança do canário (o executivo) preso na gaiola, com a liberdade do sabiá (o empreendedor) que podia voar para onde quisesse.

Passados doze meses, creio que dá para fazer uma avaliação do vôo do sabiá.

Bem, tudo começa com uma embriaguez de liberdade. Não é mais preciso estar no lugar tal na hora tal todo dia. Não é mais preciso enfrentar um trânsito infernal para ir trabalhar. Não é preciso mais fazer papel de bobo da corte na comédia corporativa. Não é preciso mais mandar aquele relatório que os gringos acabam de pedir e que tem que ser entregue em duas horas. Não é preciso usar terno e gravata. A agenda é sua e você faz o que quiser com ela.

Não encontro outro termo: embriaguez. Você fica embriagado com a liberdade e as primeiras semanas são caóticas. É outra dinâmica, outro mundo.

Então você começa a tomar contato com outras culturas, diferentes daquela onde você atuou durante anos. E descobre que em muitos aspectos você está anos luz à frente de empresas que você sempre admirou. Descobre que os problemas se repetem não importa em que ramo de atividades você atue.

Então vem a percepção da perda do sobrenome corporativo. Você não é mais o “Luciano da Dana”. Agora você é um Luciano qualquer, um mané que vai experimentar as cadeiras das salas de espera. Descobrirá que já não tem tantos amigos como parecia. Eu já tinha me preparado para isso, pois havia conversado com muitos ex-executivos que mudaram para sabiá. Mas nunca me preparei para a morte do que chamo de “etiqueta corporativa”. Dei de cara com a falta de educação que tomou conta do mercado. Os contatos pessoais onde a gentileza e o apreço são cultivados praticamente desapareceram, principalmente nos níveis intermediários das empresas. Como sabiá você passa a ser recebido pelo sub do sub do sub. Gente até esforçada, mas com capacidade zero como interlocutor numa discussão estratégica. O máximo que essa gente consegue é discutir ações táticas, desde que sejam familiares.

E-mails não são respondidos, telefonemas não são retornados, horários de reuniões não são respeitados, promessas não são cumpridas, prazos não são obedecidos. Tá certo, como diriam os gringos: “s hit happens”. Mas quando o normal é que ninguém mais tenha educação ao menos para retornar dizendo “não interessa”, a coisa está mal.

Olhar as grandes corporações de fora, como fornecedor, tem sido um exercício fascinante. Discurso para um lado, ação para outro. Processos criados para melhorar as coisas e que apenas complicam e encarecem. Jovens com MBA e falando três idiomas, mas incapazes de diferenciar o importante do urgente. Medo generalizado destruindo qualquer iniciativa de inovação. Eu quero é preservar o meu…

Confesso que esse cenário este sabiá novato não esperava. Mas o vôo está apenas começando.

Meu maior desafio dos últimos 12 meses tem sido lidar com a escassez de educação, polidez, gentileza, apreço, atenção e respeito.

Coisas que ninguém aprende na escola.