Artigos Café Brasil
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O que distingue uma democracia de uma ditadura é a ...

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O dia seguinte
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Fact Check? Procure o viés.
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O impacto das mídias sociais nas eleições
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631 – O valor de seu voto – Revisitado
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628 – O olhar de pânico
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Decidimos antecipar o LíderCast com o João Amoêdo ...

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LíderCast 124 – Sidnei Alcântara Oliveira
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Segunda participação no LíderCast, com uma história que ...

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Confraria Café Brasil
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Júlio de Mesquita Filho e a contrarrevolução cultural
Jota Fagner
Origens do Brasil
A ideia de concentração hegemônica não é exclusividade de Gramsci, outros autores de diferentes espectros ideológicos propuseram caminhos parecidos. Júlio de Mesquita Filho é um deles É preciso ...

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Imagine uma facada diferente
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Iscas Politicrônicas
Imagine Fernando Haddad sendo vítima de uma tentativa de assassinato. Por um ex-militante do DEM ou do PSL, no mesmo dia em que Bolsonaro quase morreu pelas mãos de um ex-PSOL. Primeiramente, os ...

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Uma discussão sobre inteligência artificial na educação
Mauro Segura
Transformação
Uma discussão sobre os benefícios que as novas tecnologias podem trazer para a educação brasileira. Mas será que estamos preparados para isso?

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A burocracia e a Ignorância Artificial
Henrique Szklo
O Estado brasileiro, desde 1500, tem se esmerado em atravancar qualquer mecanismo da administração pública com um emaranhado de processos burocráticos de alta complexidade, difícil interpretação ...

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Cafezinho 107 – O voto proporcional
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Cafezinho 104 – A greta
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Dois meio Brasis jamais somarão um Brasil inteiro.

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A Empresinha

A Empresinha

Luciano Pires -

Eu odeio a TIM. Quando cheguei em casa, de volta do réveillon, no dia 4 de janeiro, encontrei um pacote com um celular da TIM, acompanhado de nota fiscal e contrato de venda. Era a segunda vez que isso acontecia. O detalhe é que eu não havia comprado celular nenhum… Imediatamente liguei para a TIM, para devolver o aparelho que não comprei. Fiquei longos minutos ao telefone, sendo jogado de um atendente para outro. Quando o sistema não caía, estava lento. Uma tortura. E depois a ameaça: “esta conversa está sendo gravada”. Lembrei daqueles cartazetes das repartições públicas, que ameaçavam: “é proibido ofender o servidor público”…
Foram horas ao telefone. Horas de tempo, horas de vida. Como se eu não tivesse mais o que fazer com minhas horas. Até que uma atendente abriu um protocolo de cancelamento, me passou o número e me tranqüilizou:

– Vamos mandar retirar o telefone que o senhor não comprou.

Ufa! Mas se ela pode resolver, por que as outras atendentes não puderam?
No dia seguinte recebo ligação da TIM. Uma moça diz que a empresa não aceitará o protocolo de cancelamento, pois eu havia superado o prazo para reclamação, que era de sete dias… O telefone que eu não pedi foi entregue entre o Natal e Ano Novo, quando eu estava viajando. E, quando cheguei de viagem, nove dias haviam se passado. Gritei, esbravejei, ameacei e nada. Pedi que chamassem o supervisor. Não tem. Pedi o gerente. Não tem. Pedi outro atendente:

– Todos são treinados igual.

Pedi o telefone da ouvidoria. Não tem.

– A operadora passou todas as informações. Posso ajudar em mais alguma coisa?

Com o sangue fervendo desliguei o telefone na cara da atendente. No processo, devo ter falado com 12 ou 13 pessoas diferentes. Para cada uma repeti toda a história, o CIC, o RG, enderêço…
Liguei para meu advogado: vamos ao Procon. Ele aconselha a esperar a TIM mandar meu nome para o SPC, assim buscaríamos uma indenização monetária, cerca de 40 salários mínimos. Mas então tive uma idéia. Procurei, entre os 27 mil endereços eletrônicos que recebem meus artigos, os que tinham TIM. Encontrei oito. Mandei um e-mail pedindo ajuda. Dois responderam, solicitando mais dados para encaminhar a reclamação internamente. No dia seguinte recebi um e-mail da responsável pela área de televendas, pedindo desculpas em nome da TIM e dizendo que mandariam retirar o aparelho que eu não comprei. Hoje levaram o dito.
O que ocorreu? Só posso imaginar uma coisa. Os vendedores de telemarketing têm que fechar uma cota mensal. Quando chega o fim do mês e o número não fechou, pegam os dados de algum cliente antigo (meu caso) e fazem a venda à revelia do cliente. Fecham a cota do mês e o cliente que se vire para devolver o telefone que não comprou. A devolução acontece em outra área da TIM e ninguém fica sabendo da malandragem. Vigarice. O sujeito da logística tem que fazer as entregas dentro de um tempo determinado. Se o cliente não está, entrega para a empregada e ele mesmo assina o canhoto da nota. Falsidade ideológica. Os atendentes têm que ouvir os clientes e tentar resolver com aquilo para que são treinados: nos 20% dos problemas que geram 80% das reclamações. Saiu fora, não tem como. E não existe a quem recorrer. Mau atendimento.

Pobre de quem não tem 27 mil leitores…

Aquelas propagandas milionárias constroem uma imagem mentirosa que é destruída pela atendente incompetente e pelo sistema que não funciona. Se a TIM usasse o dinheiro que gasta em propaganda enganosa num atendimento decente, ganharia muito mais. Mas não. Dá mais prestígio ver o filminho engraçadinho na Globo. E ser enganado pela planilha do Gerente de Operações, que mostra que as reclamações caíram 1% no ano que passou, faz parte da comédia corporativa.
Mas eu não vou ficar quieto, não. Você trabalha ou trabalhou na TIM ou outra operadora? Conhece alguém que trabalhou e que possa me contar o que se passa lá dentro? As sacanagens? Escreva-me. Garanto o sigilo.
Quero escrever  um artigo devastador que escancare a incompetência, jogo de interesses, desonestidade e falta de ética dessas empresinhas.

Depois mando um e-mail pra TIM pedindo desculpas.