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 A CARTILHA

por Luciano Pires

Não canso de me surpreender com a criatividade que nossos conterrâneos revelam nos momentos mais inesperados. Agora foi a tal Cartilha do Politicamente Correto, editada para evitar que usemos termos, digamos, ofensivos a diversas categorias de pessoas. Ela quer derrubar preconceitos.


Pela cartilha, não poderemos mais chamar um mau motorista de barbeiro, pois é ofensivo aos profissionais do corte de cabelo. Dizer que “a coisa está preta”, nem pensar. Homossexuais só poderão ser “entendidos”.



“Comunista” é termo banido, pois remete às vítimas do regime militar.



“Negão”, “neguinha” e outras formas de apontar a diferença de cor de pele, estarão banidos. E por aí vai.



Lula ficou indignado. Não poderá mais chamar seus colegas de “peões”.



Pois eu acho a idéia da Cartilha excelente. E acho reconfortante saber que temos gente preocupada em recolocar nos trilhos nosso idioma tão maltratado e mal utilizado. Em vez de criticar , deveríamos incentivar a iniciativa. Mas desde que seja feita uma pequena mudança.



Em vez de termos “politicamente corretos” a cartilha vai tratar de “moralmente corretos”.



Vamos recolocar as coisas em seu devido lugar. Ninguém mais vai poder dizer “violência, impunidade, vereador, deputado, assessor parlamentar, fraudador do INSS, imposto, corrupção, comissão, traição, nepotismo, marqueteiro, voto….” e outros termos, impunemente.



Esses termos só poderão ser usados no contexto moralmente correto, quando indicarem uma função moralmente correta.



“Vereador”, “deputado” e “senador”, por exemplo, só poderão ser usados para designar os políticos que representam e trabalham em favor de suas comunidades. Os aproveitadores, hipócritas e coronéis não podem usar.



“Comissão” só pode ser usado para designar quantias pagas como retribuição a serviços prestados com honestidade e mérito.



“Impunidade” só servirá como atributo negativo, jamais como direito adquirido por quem tem poder ou é amigo de quem tem poder.



“Imposto” só pode designar taxas cobradas oferecer serviços essenciais.



Já pensou uma cartilha dessas? Devolvendo aos brasileiros a capacidade de indignar-se? De perceber a diferença entre o certo e o errado, o moral e o imoral? Deixando claros os limites entre direitos e deveres? Entre público e privado?



Ah, mas numa cartilha assim, eles não pensam. Nas cabeças confusas que hoje definem os rumos de nosso Brasil, política vem sempre em primeiro.



Moral é apenas um detalhe.