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Luciano Pires -

“Aqueles que desejam tratar política e moral separadamente, jamais entenderão nada sobre nenhum dos dois”. Quem escreveu isso foi Jean-Jacques Rousseau no século 18…
Você já refletiu sobre a forma como nossos políticos se comportam quando valores morais entram em conflito com interesses políticos?
A recente eleição na Câmara foi uma aula para quem conseguiu acompanhar o processo sem ferver o sangue. Vimos um mini Brasil em Brasília com os representantes do povo, ao vivo e em cores, atuando numa eleição cheia de intrigas, surpresas, traição, ameaças… Todos os ingredientes de uma boa novela, mas…será que aprendemos algo?
Vamos começar com uma definição, recorrendo ao dicionário. “Clero” significa classe sacerdotal, corporação de sacerdotes. Sacerdote é um ministro que, entre os antigos, oferecia vítimas à divindade; padre de qualquer religião; e no figurativ o que exerce profissão honrosa, elevada e nobre. Alguém, certamente inspirado pelos atributos “honra” e “nobreza”, designou os nobres deputados como “clero”. E um humorista criou o “baixo clero”, composto por deputados que não têm influência sobre as ações da câmara, sempre em segundo plano, sem aparecer na mídia.
Pois acabamos de assistir a chegada ao poder do baixo clero, na figura de Severino Cavalcanti, eleito presidente da Câmara de Deputados contra a vontade do governo.
Foi uma eleição atípica, com o objetivo de dar uma lição no governo. Um triste espetáculo de cinismo político, apoiado no princípio de que o fim justifica os meios. As credenciais do candidato, não importaram. Se fosse o Lacraia, seria eleito igual. Tudo para derrubar o PT. A política, pela política, para a política. Dane-se a nação, dane-se o projeto de reforma do país, danem-se eu, você e o bispo.
Assistindo às intervenções de Severino pela TV, senti-me no início dos anos 80, quando os coronéis pintavam e bordavam num Brasil ainda calado pela repressão e faziam da política um fim, não um meio.
Eles voltaram…
Aceite resignado, pois quem elegeu o “baixo clero” foi o mesmo, mesmíssimo povo que elegeu o Presidente da República. Mais que isso. Quem elegeu o Severino fui eu. Você. Seu sogro. Sua tia. Seu vizinho. Nós que votamos nos Deputados que votaram no Severino.
Por isso, dobre a língua quando você der de cara com a figura de Severino Cavalcanti sofrendo para articular uma frase que não assassine o nosso idioma ou para casar duas idéias numa só sentença. Engula a indignação quando ouvir o bravo Severino ressuscitando uma cara de pau digna dos tempos de Paulo Maluf e tripudiando sobre quem reclama do aumento obsceno de salários para os deputados.
Ele é o resultado da democracia pela qual lutamos durante anos e, como amadores, implementamos sem treinar os jogadores. A democracia que permite que um ex-operário seja eleito Presidente, dando uma lição ao mundo. A democracia que suporta uma Câmara de Deputados que é o retrato do país. Ou que é aquela que o país merece.
Afinal, em que tipo de solo você acha que brota a honestidade política? Só pode ser num solo adubado por uma cultura de tolerância, disciplina, solidariedade e justiça social.
O nosso solo é assim? Estou achando que não.
Severino Cavalcanti tem a cara do Brasil…