Artigos Café Brasil
Podpesquisa 2018
Podpesquisa 2018
Em sua quarta edição, a PodPesquisa 2018 recebeu mais ...

Ver mais

Como decidi em quem votarei para Presidente
Como decidi em quem votarei para Presidente
Não sei se estou certo, não fui pela emoção, não estou ...

Ver mais

Democracia, Tolerância e Censura
Democracia, Tolerância e Censura
O que distingue uma democracia de uma ditadura é a ...

Ver mais

O dia seguinte
O dia seguinte
Com o aumento considerável do mercado de palestrantes ...

Ver mais

638 – O efeito Dunning-Kruger
638 – O efeito Dunning-Kruger
Cara, eu fico besta com a quantidade de gente que ...

Ver mais

637 – LíderCast 10
637 – LíderCast 10
Olha só, chegamos na décima temporada do LíderCast. Com ...

Ver mais

636 – As duas éticas da eleição
636 – As duas éticas da eleição
Gravei um LíderCast da Temporada 11, que só vai ao ar ...

Ver mais

635 – De onde surgiu Bolsonaro?
635 – De onde surgiu Bolsonaro?
O pau tá quebrando, a eleição ainda indefinida e nunca ...

Ver mais

LíderCast 131 – Henrique Szklo e Lena Feil
LíderCast 131 – Henrique Szklo e Lena Feil
Henrique Szklo e Lena Feil – Henrique se apresenta como ...

Ver mais

LíderCast 130 – Katia Carvalho
LíderCast 130 – Katia Carvalho
Mudadora de vidas, alguém que em vez de apenas lamentar ...

Ver mais

LíderCast 129 – Guga Weigert
LíderCast 129 – Guga Weigert
DJ e empreendedor, que a partir da experiência com a ...

Ver mais

LíderCast 128 – Leide Jacob
LíderCast 128 – Leide Jacob
Empreendedora cultural e agora cineasta, que ...

Ver mais

Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Cafezinho Live – Como será o Brasil com Bolsonaro
Um bate papo entre Adalberto Piotto, Carlos Nepomuceno ...

Ver mais

046 – Para quem vai anular o voto
046 – Para quem vai anular o voto
Fiz um vídeo desenhando claramente o que acontece com ...

Ver mais

Confraria Café Brasil
Confraria Café Brasil
A Confraria Café Brasil nasceu para conectar pessoas ...

Ver mais

Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata T02 10
Videocast Nakata Temporada 02 Episódio 10 - Hábitos ...

Ver mais

Compatibilizar o curto e o longo prazo
Luiz Alberto Machado
Iscas Econômicas
Compatibilizar o curto e o longo prazo O grande desafio “Estamos presos na armadilha da renda média, a condição de países que lograram sair da pobreza mas empacaram, não conseguindo dar o salto ...

Ver mais

Os especialistas e suas previsões
Jota Fagner
Origens do Brasil
De tempos em tempos as sociedades alardeiam previsões catastróficas para um futuro não tão distante. Sempre existe o perigo do momento. Se ouvirmos os especialistas, atualmente temos que nos ...

Ver mais

Moralidade e Capitalismo 7: O Pragmatismo
Alessandro Loiola
Em essência, o capitalismo é indiferente quanto a raça, classe, cor, religião, sexo, nacionalidade, credo, bom ou mau. É impessoal e não-humano como um programa de computador. E tem suas neuroses ...

Ver mais

Moralidade e Capitalismo 6: A Dispersão do Poder
Alessandro Loiola
Os defensores do capitalismo que utilizam esta linha de argumentação afirmam que, ao dispersar o controle da economia entre vários detentores de capital, o poder seria igualmente dispersado. Eles ...

Ver mais

Cafezinho 124 – À luz do sol
Cafezinho 124 – À luz do sol
É assim, com a luz do sol, que a gente faz a limpeza.

Ver mais

Cafezinho 123 – A zona da indiferença
Cafezinho 123 – A zona da indiferença
Ter consciência sobre o que é certo e errado todo mundo ...

Ver mais

Cafezinho 122 – Vira a chave
Cafezinho 122 – Vira a chave
Mudar de assunto no calor dos acontecimentos é ...

Ver mais

Cafezinho 121 – Papo de bêbado
Cafezinho 121 – Papo de bêbado
Voltar democraticamente aos trilhos. Se essa não é sua ...

Ver mais

A arte suave

A arte suave

Luciano Pires -

Quem gosta do UFC conhece a história: no início dos anos 90 o empresário Art Davies propôs para o lutador brasileiro Rorion Gracie e o diretor de cinema John Milius a criação de um campeonato tipo mata-mata com oito lutadores de diversas especialidades como boxe, wrestling, muay thai, kung fu, judô, karatê, tae kwon do, etc. Rorion vivia nos Estados Unidos e sua especialidade era o jiu-jitsu brasileiro, o BJJ, luta marcial desenvolvida pela família Gracie no Brasil a partir de técnicas de outras lutas milenares. A família Gracie, com um talento especial para o marketing, realizou uma série de vídeos mostrando como sua técnica era superior às demais, o que impressionou o empresário Art, inspirando-o a criar uma competição.

E em 1993 aconteceu no Colorado o UFC 1 – The Ultimate Fighting Championship, com oito lutadores de sete especialidades: kickboxe, savate, karate, shootfight, sumô, boxe e brazilian jiu jitsu. E como o interesse da família Gracie era provar ao mundo que sua especialidade era a mais eficiente, escolheram para representá-los o irmão mais novo, Royce Gracie que, com seus 79 kg, parecia uma mosca diante dos gigantes que desafiaria.

O torneio começou e os brutamontes saíram distribuindo porrada. Quem perdia estava fora, quem ganhava partia para a próxima luta, até sobrar dois finalistas, a esta altura já moídos de pancada. O pequenino e desconhecido Royce enfrentou em três lutas um especialista em boxe, um em shootfighter e um em savate. Com a técnica envolvente, fluída, de pouca porrada e muita técnica do BJJ, chamado de “arte suave”, Royce derrubou os oponentes, envolvendo-os como uma serpente e finalizando um a um. Royce Gracie foi o grande campeão do torneio, apresentando para o mundo assombrado o Brazilian Jiu Jitsu que, até hoje, tem se mostrado uma das mais eficientes – se não a mais eficiente – técnica de luta conhecida.

Um documentário conta a história de Royce Gracie: https://www.youtube.com/watch?v=zepgjUDFNOw . Assista para entender o tipo de adversários que ele enfrentou, na maioria das vezes brutamontes, gente musculosa, grande, pesada, com uma força descomunal, apostando no poder de seus golpes para nocautear os adversários. Grandes e poderosos campeões… até aparecer o BJJ.

Pois bem…

Durante décadas a cena política brasileira foi dominada por lutadores de sumô, karatê, wrestling, boxe, kung fu, tae kwon do… E nos acostumamos a assistir a troca de porradas, os chutes na cabeça, cotoveladas, nocautes históricos com muitos gritos. E assim nós, na plateia, os lutadores no ringue e os comentaristas na imprensa, fomos educados sobre como uma luta deve ser. Até que um dia, em Curitiba, surge um grupo de especialistas em BJJ. Sem gritaria, sem porrada, sem força bruta, só na maciota, vão derrubando os oponentes, um a um, suavemente, envolvendo-os num abraço do qual não existe saída. E vão ganhando as lutas.

Esta semana esses lutadores organizaram uma entrevista onde denunciaram um dos brutamontes. E os lutadores, plateia e comentaristas que não entendem de BJJ, fizeram o que se esperava: zombaram, riram, subestimaram, sem perceber que aquilo era a preparação de um Uchi Mata. Agora vem a Montada, até que o adversário dê as costas. E então vem o Mata-Leão. E quem estava rindo ficará sério, sem entender como aquele ogro poderoso, quase imortal, sucumbiu diante dos garotos franzinos.

Sergio Moro e seus pupilos jogam a arte suave.

Mas tem gente que só consegue enxergar porrada.