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Trivium: Capítulo 3 – Função da Gramática (parte 7)
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O chamado da tribo
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O chamado da tribo Grandes pensadores para o nosso tempo “O liberalismo é inseparável do sistema democrático como regime civil de poderes independentes, liberdades públicas, pluralismo político, ...

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A chave de fenda
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Toninho Macedo era um daqueles músicos de fim de semana. Amava música e tocava seu cavaquinho “de brincadeira” (como ele dizia) aos sábados e domingos em uma banda de pagode ali do bairro onde ...

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Trivium: Capítulo 3 – Morfologia Sincategoremática (parte 6)
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A MORFOLOGIA SINCATEGOREMÁTICA se refere a PALAVRAS que só tem significado quando associadas a outras PALAVRAS.   Bom, se tais palavras se referente a outras palavras, então as funções delas ...

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Cafezinho 231 – A frouxidão nossa de cada dia
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Nossa desgraça será causada pela frouxidão.

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Cafezinho 230 – Onde começam as grandes causas
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Você tem a força. Mas antes de colocá-la nas grandes ...

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Cafezinho 229 – Manicômio Legal
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O manicômio legal no qual estamos presos.

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Cafezinho 228 – O medo permanente
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Enquanto destruíam nosso sistema de justiça criminal ...

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A arte suave

A arte suave

Luciano Pires -

Quem gosta do UFC conhece a história: no início dos anos 90 o empresário Art Davies propôs para o lutador brasileiro Rorion Gracie e o diretor de cinema John Milius a criação de um campeonato tipo mata-mata com oito lutadores de diversas especialidades como boxe, wrestling, muay thai, kung fu, judô, karatê, tae kwon do, etc. Rorion vivia nos Estados Unidos e sua especialidade era o jiu-jitsu brasileiro, o BJJ, luta marcial desenvolvida pela família Gracie no Brasil a partir de técnicas de outras lutas milenares. A família Gracie, com um talento especial para o marketing, realizou uma série de vídeos mostrando como sua técnica era superior às demais, o que impressionou o empresário Art, inspirando-o a criar uma competição.

E em 1993 aconteceu no Colorado o UFC 1 – The Ultimate Fighting Championship, com oito lutadores de sete especialidades: kickboxe, savate, karate, shootfight, sumô, boxe e brazilian jiu jitsu. E como o interesse da família Gracie era provar ao mundo que sua especialidade era a mais eficiente, escolheram para representá-los o irmão mais novo, Royce Gracie que, com seus 79 kg, parecia uma mosca diante dos gigantes que desafiaria.

O torneio começou e os brutamontes saíram distribuindo porrada. Quem perdia estava fora, quem ganhava partia para a próxima luta, até sobrar dois finalistas, a esta altura já moídos de pancada. O pequenino e desconhecido Royce enfrentou em três lutas um especialista em boxe, um em shootfighter e um em savate. Com a técnica envolvente, fluída, de pouca porrada e muita técnica do BJJ, chamado de “arte suave”, Royce derrubou os oponentes, envolvendo-os como uma serpente e finalizando um a um. Royce Gracie foi o grande campeão do torneio, apresentando para o mundo assombrado o Brazilian Jiu Jitsu que, até hoje, tem se mostrado uma das mais eficientes – se não a mais eficiente – técnica de luta conhecida.

Um documentário conta a história de Royce Gracie: https://www.youtube.com/watch?v=zepgjUDFNOw . Assista para entender o tipo de adversários que ele enfrentou, na maioria das vezes brutamontes, gente musculosa, grande, pesada, com uma força descomunal, apostando no poder de seus golpes para nocautear os adversários. Grandes e poderosos campeões… até aparecer o BJJ.

Pois bem…

Durante décadas a cena política brasileira foi dominada por lutadores de sumô, karatê, wrestling, boxe, kung fu, tae kwon do… E nos acostumamos a assistir a troca de porradas, os chutes na cabeça, cotoveladas, nocautes históricos com muitos gritos. E assim nós, na plateia, os lutadores no ringue e os comentaristas na imprensa, fomos educados sobre como uma luta deve ser. Até que um dia, em Curitiba, surge um grupo de especialistas em BJJ. Sem gritaria, sem porrada, sem força bruta, só na maciota, vão derrubando os oponentes, um a um, suavemente, envolvendo-os num abraço do qual não existe saída. E vão ganhando as lutas.

Esta semana esses lutadores organizaram uma entrevista onde denunciaram um dos brutamontes. E os lutadores, plateia e comentaristas que não entendem de BJJ, fizeram o que se esperava: zombaram, riram, subestimaram, sem perceber que aquilo era a preparação de um Uchi Mata. Agora vem a Montada, até que o adversário dê as costas. E então vem o Mata-Leão. E quem estava rindo ficará sério, sem entender como aquele ogro poderoso, quase imortal, sucumbiu diante dos garotos franzinos.

Sergio Moro e seus pupilos jogam a arte suave.

Mas tem gente que só consegue enxergar porrada.